Será que os investimentos que caíram no gosto do brasileiro ainda valem a pena?
Não muito tempo atrás eram poucas as pessoas que conheciam os investimentos em LCI e LCA.
Hoje, apesar de muita gente ainda não saber o significado destas siglas, os investimentos caíram no gosto dos aplicadores. Atraídos principalmente pela isenção tributária mas também pela garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de 250 mil reais por CPF, muitos investidores passaram a ter parcelas relevantes de seus patrimônios investidos nestes dois títulos. Mas será que eles valem tanto a pena?

Eduardo Moreira
Recapitulando para os que não são ainda tão familiarizados com os títulos: LCIs e LCAs são, respectivamente, letras de crédito imobiliárias e do agronegócio, ou seja, empréstimos que você faz ao banco que por sua vez repassa os valores captados para estes dois setores da economia.
Por serem dois setores chaves para o crescimento do país e grandes geradores de emprego para a base social da pirâmide, o governo incentiva estes empréstimos fazendo com que aqueles que emprestam o dinheiro tenham isenção do imposto de renda sobre os juros que recebem.
Algo que durante muito tempo fez com que estes investimentos apresentassem vantagens inquestionáveis em relação a outros títulos do mercado de renda fixa. Só que como em qualquer mercado onde a demanda é grande e a oferta limitada, rapidamente os preços se ajustaram…
Lembro quando a maioria das LCIs e LCAs tinha prazo de vencimento de um ano ou menos. Rendiam em média, taxas próximas a 100% do CDI, algo equivalente a cerca de 120% do CDI num investimento sujeito ao imposto de renda neste mesmo período.
Tendo ainda a garantia do FGC e com as taxas de juros acima de 14% ao ano (1% do CDI vale mais se o CDI é mais alto), não havia motivos para titubear, o investimento era quase uma obrigação para qualquer carteira bem montada de investimentos.
Hoje, a maioria das LCIs e LCAs tem prazos mais longos do que um ano. Rendem somente taxas próximo a 90% do CDI, algo que para 2 anos equivale a cerca de 105% do CDI de um investimento tributável (ajustado à alíquota de imposto deste período).
E o CDI já não está mais em 14% ao ano, está abaixo de 7%. Ou seja, para ter seu dinheiro investido em um ativo quase sem liquidez no mercado secundário e ficar travado durante todo o prazo do título, você estará ganhando menos de 0.5% ao ano de retorno excedente.

Pense em números. Se você aplicar 100 mil reais e deixá-los presos neste investimento por dois anos, receberá por isso somente 500 reais a mais por ano. Ou seja, cerca de 40 reais por mês. E é aí que eu pergunto: será que num país como o Brasil, onde o cenário muda tão rapidamente e as oportunidades são tão fartas para quem tem o “dinheiro na mão” vale a pena ficar sem 100 mil reais durante dois anos para ganhar o equivalente a um almoço a mais por mês de rendimento?
E se, por exemplo, no meio do caminho um candidato inesperado se elege presidente da república, seu vizinho passa por uma dificuldade financeira e resolve vender o apartamento que você sempre sonhou por metade do preço? Você não poderá comprar porque ganha 0.5% a mais por ano para ficar com o dinheiro preso…
Investir bem não é somente buscar a melhor taxa. É entender todos os riscos associados a cada investimento. E o risco de liquidez nas LCIs e LCAs não justificam mais investir um real sequer nestes títulos nas atuais taxas, na minha opinião.
É melhor ter um bom fundo de crédito privado, com liquidez diária e rendimento de 102, 103% do CDI. E ter o “dinheiro na mão” para aproveitar as oportunidades que certamente irão surgir no meio do caminho.
É isso o que eu faço com o meu dinheiro.
Um abraço e bons investimentos
Eduardo Moreira
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