A vivência da sexualidade após os 50 anos nada mais é do que a continuação de um processo que iniciado na infância, diz respeito aos desejos e sentimentos de cada um, aliados às alterações anatômicas e fisiológicas trazidas pela idade que modelam o comportamento sexual das pessoas.A sexualidade está relacionada a reprodução, por isso, quando as mulheres entram na menopausa muitas vezes acreditam num retraimento da sexualidade, isto é um tabu, diferente dos homens que de um modo geral se enxergam sexualmente ativos.
O avanço da medicina pode cuidar de algumas doenças capazes de prejudicar a sexualidade plena.
É de fundamental importância a prática de exercícios físicos, sono adequado e reparador, alimentação saudável e baixa ingestão de bebidas alcoólicas, não fumar ou usar drogas são aspectos que farão diferença no desempenho sexual e na qualidade de vida.
Pessoas portadoras de derrames, doenças de Parkinson, incontinência urinário, dores crônicas, diabetes, pressão alta dentre outros problemas podem sim ter alguma dificuldade no desempenho sexual, mas não incapacidade total, desde que se aprenda a lidar com a limitação será possível usufruir do sexo, daí a importância da criatividade e da fantasia na prática sexual.
Questões de natureza emocional, podem interferir na sexualidade, conflitos conjugais, aposentadoria, morte da pessoa amada além do próprio fato de envelhecer, sem saber o que esperar desta fase e como agir diante de tais mudanças vão trazer algumas incertezas, que são contornáveis.
Buscar informações e aceitar algumas limitações são aspectos fundamentais entre os parceiros. A tolerância, a generosidade e a paciência são agregadores nos casos em que a pessoa passa por alguma dificuldade emocional e relacional.
Lançar mão da criatividade e flexibilidade é fundamental para solidificar a intimidade, aumentar o prazer e a satisfação sexual e afetiva.

É sabido, que existe sim dificuldade em se falar sobre a sexualidade, é comum a evitação, a ignorância referente as transformações anatômicas e fisiológicas que levam muitas vezes as pessoas à evitação sexual.
É preciso conhecer e se adaptar às mudanças fisiológicas que aparecem com a idade, em contra partida é um tempo de agenda menos apertada, devido a aposentadoria, filhos criados em muitos casos.
O aparecimento de disfunções sexuais na terceira idade se dá muito mais devido a problemas de saúde do que a própria idade, segundo afirmam alguns estudiosos. Idosos e jovens passam pelos mesmos problemas e preocupações sexuais, a diferença é que os aspectos sociais, biológicos e psicológicos podem exigir maior atenção a partir dos 50 anos. Mas nem a idade, nem a maioria das doenças implicam no fim do sexo.
A idade não deixa ninguém assexuado, não existe limites de idade para findar a vida sexual. A sexualidade é uma forma de expressar carinho e afeto, sentimentos, ocorrem sim modificações.
Albangela Machado
Club50mais





testomaster
Considero que os tapujos excessivos que há em torno deste tema, geram uma predisposición a sofrer este tipo de problemas. Isso é a principal causa, não a “velhice” por se mesma.
Cumprimentos!